Mostrando postagens com marcador Leituras. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leituras. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de setembro de 2009

The book (ainda?) is on the table


Crônica de Rubem Braga, intitulada Aula de inglês, foi publicada em 1945.


Is this an elephant?

Minha tendência imediata foi responder que não; mas a gente não deve se deixar levar pelo primeiro impulso. Um rápido olhar que lancei à professora bastou para ver que ela falava com seriedade, e tinha o ar de quem propõe um grave problema. Em vista disso, examinei com a maior atenção o objeto que ela me apresentava.

(...)
Terminadas as minhas observações, voltei-me para a professora e disse convincentemente:

— No, it's not!

Ela soltou um pequeno suspiro, satisfeita: a demora de minha resposta a havia deixado apreensiva.
Imediatamente perguntou:

— Is it a book?

(...)
— Is it a handkerchief?

Fiquei muito perturbado com essa pergunta. Para dizer a verdade, não sabia o que poderia ser um handkerchief; talvez fosse hipoteca... Não, hipoteca não. Por que haveria de ser hipoteca? Handkerchief! Era uma palavra sem a menor sombra de dúvida antipática; talvez fosse chefe de serviço ou relógio de pulso ou ainda, e muito provavelmente, enxaqueca. Fosse como fosse, respondi impávido:

— No, it's not!

(...)
— Is it an ash-tray?

Uma grande alegria me inundou a alma. Em primeiro lugar porque eu sei o que é um ash-tray: um ash-tray é um cinzeiro. Em segundo lugar porque, fitando o objeto que ela me apresentava, notei uma extraordinária semelhança entre ele e um ash-tray. Era um objeto de louça de forma oval, com cerca de 13 centímetros de comprimento.

As bordas eram da altura aproximada de um centímetro, e nelas havia reentrâncias curvas — duas ou três — na parte superior. Na depressão central, uma espécie de bacia delimitada por essas bordas, havia um pequeno pedaço de cigarro fumado (uma bagana) e, aqui e ali, cinzas esparsas, além de um palito de fósforos já riscado. Respondi:

— Yes!

(...)
— Very well! Very well!

Sou um homem de natural tímido, e ainda mais no lidar com mulheres. A efusão com que ela festejava minha vitória me perturbou; tive um susto, senti vergonha e muito orgulho.

Retirei-me imensamente satisfeito daquela primeira aula; andei na rua com passo firme e ao ver, na vitrine de uma loja,alguns belos cachimbos ingleses, tive mesmo a tentação de comprar um. Certamente teria entabulado uma longa conversação com o embaixador britânico, se o encontrasse naquele momento. Eu tiraria o cachimbo da boca e lhe diria:

-- It's not an ash-tray!

E ele na certa ficaria muito satisfeito por ver que eu sabia falar inglês, pois deve ser sempre agradável a um embaixador ver que sua língua natal começa a ser versada pelas pessoas de boa-fé do país junto a cujo governo é acreditado.

domingo, 16 de agosto de 2009

SERENDIPITY


Na minha opinião uma das palavras mais fascinantes da língua inglesa (e mais difíceis de traduzir, dizem as grandes autoridades da tradução mundial) é SERENDIPITY.

Serendipity é a feliz coincidência de se encontrar alguma coisa quando se está procurando por outra. Nunca imaginei que fosse ter a oportunidade de usar uma palavra tão específica na minha vida, mas depois de dois fatos incríveis terem acontecido comigo neste dito "mês do cachorro louco" por estar "no lugar certo, na hora certa E além de tudo, falando com a pessoa certa" finalmente não só entendi profundamente o significado de serendipity como até lembrei de exemplos!

Um grande e adorável (serendipity é uma FELIZ coincidência, não esqueça disso!) serendipity na minha vida e na da Mitsy também, foi quando mais de dois anos atrás fui adotar um filhote de gato de rua, sem teto e sem lar. Acabei me deparando com aquela gata quase adulta (10 meses) que já havia sido abandonada nas ruas duas vezes na sua breve vidinha, inclusive da última vez com quatro filhotes na barriga... e me apaixonei!


Encontrei este trecho sobre a história da origem palavra serendipity no www.answers.com :

WORD HISTORY We are indebted to the English author Horace Walpole for the word serendipity, which he coined in one of the 3,000 or more letters on which his literary reputation primarily rests. In a letter of January 28, 1754, Walpole says that “this discovery, indeed, is almost of that kind which I call Serendipity, a very expressive word.” Walpole formed the word on an old name for Sri Lanka, Serendip. He explained that this name was part of the title of “a silly fairy tale, called The Three Princes of Serendip: as their highnesses traveled, they were always making discoveries, by accidents and sagacity, of things which they were not in quest of....”

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Exercício mental - "Nieve en Abril"


Terminei de ler "Nieve en Abril" da Rosamunde Pilcher. A história é um romancezinho bem leve com uma problemática simples, ótimo para relaxar.

O grande barato deste livro é que a Sra. Pilcher é inglesa, portanto o original foi escrito em inglês. O meu grande desafio foi ler um livro inteiro em espanhol. Sempre leio artigos e notícias em espanhol, mas um livro inteiro foi a primeira vez. Adorei esta meta auto imposta!

(Em outros tempos teria simplesmente torcido o nariz para a versão hispânica e teria procurado pelo título em inglês "Snow in April" - muito boas estas auto superações!)

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Um livro puxa outro


Desde que conversei com o Marquinhos decidi presenteá-lo com "Amor nos Tempos do Cólera" - ele mostrou especial curiosidade pelo García Márquez, e essa foi a obra dele que mais gostei.

Sempre houve um sebo (loja de livros usados) perto dos lugares onde morei (durante a faculdade era frequentadora assídua). O grande problema de sebos é sempre há mais um tomo gritando: "Me leeeeeva!" (em tom clemente), "Como você pode viver sem mim?!"(fazendo cara de coitadinho!), "Vais reistir a curiosidade de conhecer minha(s) história(s)???"(com olhar sedutor!), e por aí seguem os apelos.

Aqui em Brasília minha sina me acompanhou e menos de cinco minutos daqui há um desses templos do desejo... O Sebinho além de ser a uma "página"de casa, é limpo, amplo, arejado e bem organizado. Felizmente logo que cheguei encontrei "O Amor nos Tempos do Cólera" se exibindo maliciosamente com sua capa azul inconfundível. Ok. Estou salva! Já achei o que queria e vou embora... Ledo engano!

Meus olhos me traíram e começaram a passear pelas lombadas adjacentes, nada irresistível... ATÉ QUE dei de cara com a coleção completa da Rosamunde Pilcher! "O Catadores do Conchas" foi um livro que realmente mudou minha visão sobre a velhice (li durante a adolescência), até então eu era mais uma entre os incautos que crêem que a partir de uma certa idade todos são bonzinhos e que nunca foram jovens e tiveram sonhos e aventuras...Esse eu recomendo mesmo! (Ahhh, muitos anos depois caiu em minhas mãos outro livro dela "Setembro" o enredo era interessante, mas o mais marcante para mim foi a falta de cuidado apresentado pelo tradutor e editores daquela versão, dava claramente para "ver" o texto original em inglês através daquelas , literalmente, mal traçadas linhas.)

Logo ao lado dessa coleção me deparei com "Dewey - Um gato entre livros" (uma obra falando em gatos e livros!!!!), claro que com aquela capa fofa imediatamente pulou no meu braço, se aninhou e veio comigo até em casa! Como tinha encontrado Rosamunde Pilcher em português não resisti e fui dar só uma espiadinha nas prateleiras de literatura em língua inglesa para ver se encontrava algum texto original, sabe como é... não custa nada... vai que... (Desculpas esfarrapadas de alguém que está louco para cair em tentação!!).

Claro que no caminho outra prateleira hipnotizou-me, e lá no cantinho de maneira discreta, quase se escondendo havia uma versão encadernada do "Dom Quixote". Para minha enorme surpresa o exemplar azul amarelado do García Márquez era mais caro do que a versão novinha em capa dura vermelha (amo vermelho!) com letras douradas do Cervantes. Sinto muito, mas o colombiano foi preterido! (Outros clássicos exibidos se atiravam de maneira escandalosa sobre mim, mas fui forte, resisti e segui olhando para o chão em direção aos livros em inglês.)

Não encontrei a inglesa no original (ainda bem), mas havia vários volumes do John Grisham!!!! Em suma: fui atrás de um amor que levou décadas para virar carnal e saí com um cavaleiro delirante, um gato e um advogado!

PS.: Lembro que nas aulas de economia doméstica (meu colégio de primeiro grau era muito tradicional) de que não deveríamos ir ao mercado sem uma lista objetiva, com fome e/ou acompanhadas de crianças. E no sebo? Ok, levamos a lista e uma viseira???

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O fantástico mundo dos livros


Depois do almoço estava na sala de aula organizando minhas ideias com material didático, revista e livro de leitura (ainda quero discutir esse tal conceito de "literatura") espalhados sobre a mesa. O Marquinhos, que trabalha na limpeza, entrou para ver se eu precisava de alguma coisa e logo o livro do García Márquez chamou a atenção dele.

- Oh Francisca, esse autor é bom mesmo? Já ouvi falar muito dele, inclusive ele tem uns livros que parecem uns tijolos, né?

E seguiu me contanto o quanto gostava de ler e inclusive que tem um prazer especial lendo poesia.
(Admiro do fundo do coração gente que realmente gosta de poesia. Passei anos tentando me convencer que esse era um tipo de texto que me tocava fundo e tals. Quando se faz Letras a gente fica com estigma de ser profundo conhecedor de gramática e literatura. Pois é, mas aos 32 anos chegou a hora de ser honesta comigo mesma: poesia não é minha praia.)

Perguntei se ele costumava frequentar bibliotecas, e a resposta que obtive justifica a "evasão das bibliotecas". Da última vez que ele retirou um livro acabou atrasando a devolução, daí adiou um pouco mais, tava sem dinheiro e depois acabou com tanta vergonha que nunca mais voltou!

Comentei com ele das Paradas Culturais (as bibliotecas organizadas em paradas de ônibus aqui em Brasília pelo Açougue T-Bone, já escrevi sobre isso). Com ar de criança fascinada ele falou das inúmeras preciosidades que já encontrou enquanto aguardava pelo coletivo (mas mesmo assim fica um pouco contramão porque não há livros espalhados por toda a cidade). O mais incrível foi o deslumbramento dele ao descobrir que o tal açougue que organiza essa biblioteca ao ar livre é um açougue de verdade onde se vende carne mesmo. Pelo jeito fazia muito tempo que ele andava curioso para saber quem organizava tal deleite para os amantes dos livros e ficou ainda mais impressionado ao descobrir que a maior parte do acervo vinha de doações de pessoas físicas anônimas!

Com essa conversa me senti verdadeiramente uma professora: uma pessoa que ajuda outra a alcançar entendimento do desconhecido!

domingo, 17 de maio de 2009

Diário de um fescenino - Rubem Fonseca


Fazia tempo que um livro não me causava tamanho desprezo a ponto de merecer ser lido até o fim e repudiado publicamente!

Comecemos do começo: fescenino = devasso, obsceno.

Personagem raso e fútil. Homem que seduz mulheres, fazendo com que elas acreditem que ele está envolvido emocionalmente, quando na verdade está apenas buscando por mais uma distração sexual temporária. Mesmo que Rufus seja formado em Letras, seja um leitor compulsivo desde os 10 anos de idade e um escritor medíocre nada justifica sua verborragia, constante citação pedante de autores canônicos, excesso de uso de preciosismos (ex.: acepipes, não obstante, arrefecer, sexo intercrurial, álacre...) e muito menos exporádicas citações em latim perdidas pelo texto.
Por outro lado, gostei de ler algumas expressões cada vez mais raras e de forte expressividade como: esforços extenuantes, manobras ardilosas, impulsos lascivos, lânguida e arrebatar.

De repente, estou só de implicância com o livro por não gostar de como a personagem principal manipula todas as mulheres ao seu redor... mas a bagagem do leitor também influencia em como a história é lida!
Já dei minha opinião, agora confiram por vocês mesmos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Memórias de minhas putas tristes - Gabriel García Márquez


Gostei muito de partes "secundárias" do texto (Principalmente as referências ao gato!), o assunto do título em si foi a parte menos interessante para mim.

Um gato entra em sua vida. Até pessoas pouco afeitas aos bichanos não conseguem resistir aos seus encantos.
"Acho contra a natureza que um homem se entenda melhor com seu cão do que com sua esposa, que o ensine a comer e a descomer na hora certa, a responder perguntas e a compartilhar suas pernas. mas não recolher o gato dos tipógrafos seria uma indelicadeza. Além do mais, era um precioso exemplar de angorá, de pele rosada e lustrosa e olhos iluminados, cujos miados pareciam a ponto de ser palavras. me deram numa canastra de vime com certificado de sua estirpe e um manual de uso como o que vem com as bicicletas para armar."

O gato veio com manual! (Ninguém deu o manual para o gato saber como esperavam que ele se comportasse!)
"Eu tinha me dedicado a estudá-lo como estudei latim. O manual dizia que os gatos cavucam a terra para esconder seu esterco, e que nas casas sem quintal, como esta, fariam isso nos vasos de plantas ou em qualquer outro esconderijo. O apropriado seria preparar para ele desde o primeiro dia uma caixa com areia para orientar seu hábito, e foi o que fiz. Também dizia que a primeira coisa que fazem numa nova casa é marcar seu território urinando por todos os lados, e aquele talvez fosse o caso, mas o manual não dizia como remediar. Eu seguia suas artimanhas para me familiarizar com seu hábitos originais, mas não dei com seus esconderijos secretos, seus lugares de repouso, as causas de humores volúveis. Quis ensiná-lo a comer na hora certa, a usar a caixinha de areia do terraço, a não subir na minha cama enquanto eu dormia nem a fuçar nos alimentos na mesa, e não consegui fazer com que entendesse que a casa era dele por direito adquirido e não como um butim de guerra. Acabei deixando que fizesse o que bem entendesse."

O gato está velho.

"Senti-me inerme entre dois fogos: não havia aprendido a gostar do gato, mas tampouco tinha coração para ordenar que o matassem só porque estava velho. Em que parte o manual dizia isso? "

Percepção da velhice.

"A verdade é que as primeiras mudanças são tão lentas que mal se notam, e a gente continua se vendo por dentro como sempre foi, mas de fora os outros reparam."

O censor.
"Ficava por lá até assegurar-se de que não houvesse letra impune na edição da manhã. Tinha uma aversão pessoal contra mim, por minha veleidadesde gramático, ou porque utilizava palavras italianas sem aspase sem grifar quando me pareciam mais expressivas que em castelhano, como deveria ser de uso legítimo entre línguas siamesas. Depois de aturá-lo por quatro anos , tínhamos terminado por aceitá-lo como a má consciência de nós mesmos."

Minha pergunta é: um livro com um título desses se não fosse escrito por um escritor já consagrado seria realmente respeitado? - Eu sei, eu sei, ando bastante moralista ultimamente!


A frase de abertura do livro já me causou estranheza: "No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem." - Velho tarado e pedófilo!? Além disso, nunca entendi esse prazer, essa falsa sensação de poder em tirar a virgindade de uma menina... enfim, vale a pena ler, pelo menos ele tem um gato fofo!!!! :)

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Os nerds também amam...

PUtz... esse cara é o máximo! Vejam só o blog dele:

http://nerdson.com/blog/os-nerds-tambem-amam-4/

(Para ler a historinha basta clicar sobre a imagem que ela é ampliada!)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Livraria?!














































Livraria Lello (e Irmão) ou Livraria Chardron na cidade de Porto, Portugal!








Esta edificação não deveria ser tombado como Patrimônio Histórico da Humanidade?








Talvez devesse abrigar uma Biblioteca Nacional...








Além das preciosidades que são comercializadas ali dentro o próprio lugar é uma jóia!









quinta-feira, 6 de março de 2008

Casais inteligentes enriquecem juntos


Casais Inteligentes Enriquecem Juntos - Gustavo Cerbasi


p.14 Administrar bem o relacionamento conjugal requer certa habilidade e paciência. O que muitos apaixonados às vezes demoram a perceber é que gerenciar as finanças do casal também requer essas e outras virtudes. Administrar bem tanto o dinheiro quanto o amor, então pode ser umverdadeiro desafio. Por isso proponho neste livro meios para cuidar bem das finanças do relacionamento, tratando os aspectos mais racionais da vida a dois.


p.35-39 Teste de saúde financeira a dois.


p.51 - Apesar dele defender que aluguel é ainda o melhor negócio para quem tem grana para investir, continuo achando que para quem tem um orçamento apertado vale mais a pena pagar prestação da casa própria... claro, morando nela!


p.73 É correto investir essa sobra de recursos na antecipação da aposentadoria? Minha resposta é NÃO. Se, de vez em quando, sobram recursos em conta-corrente - por exemplo, ao receber o décimo terceiro - não é pecado aproveitar esse bom momento e se dar o direito de alguns luxos: curtir umas férias, investir em um novo hobby, gastar em um jantar romântico, renovar o guarda-roupa, fazer um tratamento de beleza e assim por diante. Vocês decidem, é a sua opção de luxo.
É dessas oportunidades que vem a verdadeira sensação de bem-estar financeiro. Consumir sem culpa. Recarregar as pilhas. ser feliz. Afinal, seu futuro estará protegido!

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Eu chorei, e chorei, e chorei mais um pouco!


Antes deste, faz tanto tempo que não me lembro quando foi a última vez que chorei copiosamente lendo um livro! O livro serve pra gente, pelo menos tentar, fazer uma faxina emocional, exorcizar os próprios fantasmas ou reavaliar valores...

Mas eu chorei tanto que até me surpreendi comigo mesma!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Mulheres Boazinhas não Enriquecem - livro


Nice girls don't get rich - 75 avoidable mistakes women make with money
Autoria: Lois P. Frankel
Tradução: Dinah de Abreu Azevedo

pp.91-92 - Morar juntos antes de discutir as finanças
Você têm que conversar sobre 1) quem é dono do quê, 2) quem vai pagar as dívidas feitas pelos dois e 3) como é que vocês vão dividir as despesas da casa. Pode parecer pouco romântico agir dessa maneira, mas é racional. (...) Na maioria das relações afetivas existe desigualdade em termos de ganhos, e simplesmente não é justo nenhum dos dois viver além dos seus recursos.

p.103 "Quem disse que dinheiro não traz felicidade simplesmente não sabia onde fazer compras." - Bo Derek

pp.104-105 O que torna o controle dos gastos tão difícil é mais ou menos o que faz do controle alimentar algo tão complicado. Você tem de comer, de modo que é pouco provável que pare totalmente de se alimentar ou ignore a comida por completo. Ela está sempre diante de você, dessa forma você precisa controlar o que come, tem de exercer sua força de vontade. E a comida realmente nutre e sustenta, portanto ela não é algo ruim. O mesmo se aplica aos gastos. Há coisas que você precisa realmente comprar, mas durante o processo vai ver coisas de que não precisa, mas que gostaria de comprar, e aqui também a força de vontade tem de entrar em cena. Gastar também não é algo ruim. Tudo depende de como você gasta. Assim como apenas uma dieta ou força de vontade não vão ajudá-la a se livrar dos quilos que precisa perder, só um orçamento equilibrado não vai fazê-la ficar rica. (...) Não se trata de se abaster por completo de gastar dinheiro, trata-se de gastar de forma planejada, (investir) e gastar com sabedoria.

No livro é mencionado um investimento que é "ações da UPS" alguém sabe me dizer o que é isso?


p.145 "Não se case por dinheiro. Fazer um empréstimo sai mais barato." - Provérbio escocês


p.149 Quadro de despesas mensais:


Poupança/investimento 10% ou +


Hipoteca/aluguel 25-40%


Despesas da casa 8-15%


Alimentação 10-20%


Carro/transporte 15-25%


Gastos com saúde 8-15%


Roupas 3-5%


Pessoais diversos 5-10%


Dívidas pessoais (financiamentos, empréstimos pessoais...) - de 5%


p.172 Aprenda o básico em matéria de dinheiro: vá com calma e instrumentalize-se.


p.181 Não pense que sua primeira casa tem que ser a última.


pp.222-223 Estabeleça limites de tempo. Há um ditado segundo o qual o trabalho se amplia para tomar toso o tempo disponível. Seja clara sobre a quantidade de tempo que você pode gastar com seus pacientes, clientes, colegas ou fregueses e ainda conseguir ganhar dinheiro. Oferecer um serviço de qualidade superior não significa desperdício de tempo e recursos. Não é quantidade de tempo gasto que importa, e sim a qualidade do tempo que você emprega com os outros que faz diferença. Se a sua consulta é de trinta minutos, não ultrapasse trinta minutos. Além de possibilitar que você cumpra sua agenda e atenda o maior número possível de clientes por dia, essa medida faz com que todas essas pessoas a quem você serve saibam uqe está igualmente preocupada com o tempo delas e não as deixa esperando.


p.225

*Não participe de discussões sobre honorários ou preços.

*Considere o quadro geral. (...) as pessoas não pagam pelo seu tempo, pagam pelos seus conhecimentos, que são resultado de sua experiência e formação.

*Procure obter lucros com toda venda. (...) Você não vai querer cobrar de uma amiga ou parente o preço de mercado de um artigo, mas ele ou ela também não devem esperar pagar o preço de custo por ele.

*Não se esqueça dos ajustes relativos ao custo de vida. (...) "Se eu não me der um aumento, quem é que vai dar?"

*Considere a possibilidade de trabalhar de graça ou de fazer uma doação.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

O Perfume - a história de um assassino


Sinopse: Esta estranha história passa-se no século XVIII e é fruto de um extraordinário trabalho de reconstituição histórica que consegue captar plenamente os ambientes da época tal como as mentalidades. O protagonista é um artesão especializado no ofício de perfumista, e essa arte constitui para ele – nascido no meio dos nauseabundos odores de um mercado de rua – uma alquímica busca do Absoluto. O perfume supremo será para ele uma forma de alcançar o Belo e, nessa demanda nada o detém, nem mesmo os crimes mais hediondos, que fazem dele um ser monstruoso aos nossos olhos. Jean-Baptiste Grenouille possui no entanto uma incorrupta pureza que exerce um forte fascínio sobre o leitor. O Perfume, publicado em 1985, de um autor então quase desconhecido, foi considerado um dos mais importantes romances da década e nunca mais deixou de ser reeditado desde então, totalizando os 4 milhões de exemplares vendidos, só na Alemanha, e 15 milhões em países estrangeiros. Foi traduzido em 42 línguas. Este fenómeno transformou-o num dos mais importantes livros de culto de sempre. Em 2006, O Perfume passa a ser um longa-metragem inspirada no romance de Patrick Süskind.


O livro eu li várias vezes, dei mais de um exemplar de presente... e hoje assisti o filme.

A cada dia que passa fico mais fascinada em como é difícil descrever com palavras cheiros e as sensações que eles provocam!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Saúde financeira


Subtamente duas pessoas em uma única semana me ofereceram dois livros sobre finanças... "Mulheres boazinhas não enriquecem" e "Casais inteligentes enriquecem juntos"...

Será que valho por dois e/ou sou "boazinha" demais?


Não tenho lá muita experiência em finanças mas nunca entrei no vermelho, sempre tive uma pequena reserva e já ajudei um amigo com um saldo negativo grande reequilibrar as contas...


Pelo que andei lendo o próximo passo e aprender a investir...