segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Aprendendo inglês e francês - crônica de Luis Fernando Veríssimo


(...) Vamos a primeira lição.

Chama-se Mr Brown e os mistérios de Paris.

Cena: Um bar sombrio. Homens mal-encarados, prostitutas, etc.. Pela porta entra um homem vestindo um impermeável. Ele olha para todos os lados antes de dirigir-se para o balcão. Fala ao Barman com o canto da boca.

Homem – Je suis Monsieur Dupont.

Barman – Bonjour, Monsieur Dupont. Comment allez vous?

Monsieur Dupont – Bien, merci.

(Puxa o Barman para si pela frente da camisa e pergunta): Ou est la plume de ma tante?

Barman (confidencialmente) – La plume de votre tante est sur la table. Música de suspense. Monsieur Dupont solta a camisa do Barman e olha em volta ameaçadoramente. Depois aproxima-se de uma mesa onde está sentado um casal. As pessoas afastam-se para dar passagem a Monsieur Dupont.

Monsieur Dupont – Qu’est que c’est ça? Est-ce que ça est une table?

O casal se entreolha. O homem ergue-se da mesa, encara o homem do impermeável e diz:

Homem – Oui, ça est um table.

Mulher – Ou oui, c’est une table.

Monsieur Dupont não dá atenção à mulher. Agarra o outro pelas lapelas.

Homem – Est-ce que la plume de ma tante est sur la table?

Homem – Non, la plume de votre tante n’est pás sur la table.

Monsieur Dupont (sacudindo o outro) – Ou est la plume de ma tante?

Mulher (tirando uma caneta de dentro do deconte) – La plume de la tante de Monsieur Dupont est ici.

Os dois homens se viram para ela, intrigados. Há um misto de surpresa e dor no rosto do segundo homem. Neste momento, entra no bar um casal com uma criança. Homem que acabou de entrar (para o Barman) – My name is Mr. Brown.

Barman – Hello, mr. Brown. How are you?

Mr. Brown – Fine, thank you. This is Mrs Brown.

Barman – Hello, Mrs Brown.

Mrs. Brown (piscando um olho sugestivamente para o Barman) – Hello! Mr. Brown (mostrando o garoto) – And this is our little boy, John.

Barman – Hello, John.

John – Where is the pencil?

Barman (indeciso) – The pencil is on the table…

O garoto dirige-se para a mesa. O murmúrio percorre o bar. Uma mulher leva a mão ao pescoço.

John – Is this a table?

Homen (irritado) – Oui, ça c’est une table.

John (apontando para a caneta da mulher) – Is this a pencil?

Monsieur Dupont (afastando o garoto violentamente)

- Non, ca c’est la plume de ma tante.

Mr Brown corre para socorrer o filho. Mrs Brown, indiferente, pede um gim fizz.

Mr. Brown (desafiando Monsieur Dupont) – This is a pencil.

Monsieur Dupont – Ça n’est pas un crayon. C’est la plume de ma tante.

Mr. Brown – This is a pencil!

Os dois começam a brigar. O conflito alastra-se. Todos Brigam no bar. Entra a apresentadora.

Apresentadora – Esta foi a nossa primeira lição. Não percam a aula de amanhã, quando ficaremos sabendo tudo sobre o possessivo em inglês e a contração em francês no palpitante Apóstrofe e Paixão...

sábado, 29 de agosto de 2009

Gostei! Laboratório Sabin


Tenho um montão de motivos pra reclamar da prestação de serviços aqui na capital federal (a cidade foi planejada, mas o comportamento de seus habitantes, não!). Hoje finalmente o paradigma foi quebrado. Precisei de análise laboratorial e por conveniência de localização decidi usar os serviços do laboratório Sabin (do Brasília Shopping).
Sábado de manhã o laboratório estava aberto, o ambiente amplo e com vasta iluminação natural, as e os atendentes solícitos e bem dispostos, tinha um músico fazendo showzinho acústico para descontrair o ambiente, havia uma cadeira de quick massage em que os funcionários aliviavam as tensões do dia-a-dia (A-DO-RO empresas que se preocupam com o bem-estar de seus colaboradores E esta cadeira provavelmente também estava a disposição dos clientes, tão encantada com tudo até ali que até esqueci de perguntar!) e depois da coleta ofereceram aos clientes uma gama variada de lanchinhos: sucos, chás, cafés, chocolate quente, vários biscoitos e pão de queijo quentinho! Preciso dizer que fiquei com vontade de voltar lá uma vez por semana?
Finalmente tenho motivos para elogiar pelo menos um serviço daqui! Logo em seguida ouvi "ah, mas o laboratório Sabin não é originalmente daqui"(acabei descobrindo que a sede deles fica aqui, sim), o fato é que o pessoal que trabalha para eles é de Brasília e eles conseguiram formar uma equipe de pessoas humanas! Três vivas para eles!!!
Ahhh, já ia esquecendo, e além de tudo isso o resultado dos exames pode ser consultado pela internet, mais conveniente que isso impossível!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Terror e pânico


Sete horas da manhã.
Lá estava eu sentada no ônibus a caminho do trabalho.
De repente vejo um cinto largo (aquelas saias que acabam exatamente um dedo abaixo da linha do bumbum, sabe?) adentrando o veículo, mas não só isso, logo acima para completar a visão havia uma pança de uns seis meses de gestação (claro que a moçoila exibindo este modelito e esta silhueta não estava grávida!).
Isto também é poluição visual!
Nestes momentos me pergunto: as pessoas não têm espelho? As pessoas não percebem que há vários tipos de roupas para os mais diversos corpos, mas que nem todos trajes têm bom caimento para todas as pessoas?
Não acho que deva haver uma ditadura do corpo ideal, mas também acho que cada um deve valorizar seus pontos fortes e não dar destaque ao que é menos atraente.
Em várias culturas corpos robustos e curvilíneos é que são valorizados, mas não lembro de nenhuma em que o abdômen protuberante é que seja atraente.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009


Tudo bem que a qualidade dos brinquedos não deveria ser lá grande coisa, mas terem colocado o cesto de lixo logo abaixo do cartaz...
Além disso a seta (espacialmente falando) everia estar indicando o lado direito onde ficava a entrada do local que vendia os brinquedos.
Ou será que eles quiseram deixar bem claro a ideia que os brinquedos eram "tão bons" que era a mesma coisa que jogar dinheiro no lixo?

domingo, 23 de agosto de 2009

Aprenda a estacionar com os motoristas que circulam por Brasília



Nesses momentos eu rezo:
Senhor que a capital do país seja sua sede
política,
mas que não sirva de forma alguma
como modelo
de civilidade!
(O pior de tudo é que esta cena que registrei não é
nem um pouco incomum pelas bandas de cá!)

sábado, 22 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Flexibilidade e força

Bioginástica, tae fight, pilates e yoga trabalham tanto flexibilidade como força.
Estes dois vídeos que recebi esta semana são a síntese dos meus objetivos (físicos) pessoais.
Espero que vocês se divirtam e também se maravilhem! ;)



terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vídeo de educação sexual para mulheres

Na vida a gente experimenta, se arrepende, cai fora na hora agá, se diverte, se decepciona, tenta novamente, tem ótimas surpresas... mas não dá nunca pra deixar de usar camisinha!



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vaidade, seca, hidratação e óleos


Nunca fui uma pessoa muito vaidosa em relação a passar creminhos, fazer hidratação, esfoliação e tals. Na verdade, nunca tinha entendido a graça de consumir esse tipo de produtos.
Quando vim para Brasília fui alertada sobre a seca várias vezes e por fim descobri que ela reina absoluta por aqui no inverno e parte da primavera. Como sempre tive o hábito de tomar muita água, não me preocupei. A seca atinge de forma implacável também nossa aparência externa e só a ingestão abundante de líquidos não é o suficiente.

Meses atrás ganhei vários potes de hidratantes e inclusive um frasco de óleo de amêndoas (que durante muito tempo achei que só era usado por grávidas na barriga para evitar estrias). Lembro que anos atrás tinha uma colega de trabalho que amava os tais óleos corporais, mesmo em invernos rigorosos, naqueles dias que nem dá vontade de tomar banho ela não abria mão de se besuntar, hábito que me intrigava. Como a ocasião faz o ladrão acabei me tornando ávida consumidora destes produtos também!
Cabelo ondulado já tem tendência natural a ressecar e como aqui as condições climáticas são ainda mais favoráveis a este tipo de coisa, acabei descobrindo também o incrível universo dos cremes capilares de hidratação rápida para uso doméstico!

Conversando com uma pessoa que acabou de vir morar no Brasil surgiu uma pergunta: aqui é comum as pessoas usarem azeite de oliva no cabelo para hidratar? A pergunta soou um pouco engraçada para mim, mas lembrei que quando era criança minha mãe às vezes aquecia um pouco de azeite de oliva ou óleo de amêndoas para fazer touca nos nossos cabelos. Eu tinha um pouco de vergonha, medo que alguém descobrisse que a gente usava azeite de salada no cabelo! Bobagens de criança! E em tempos nem tão remotos assim, quando não havia toda essa produção prolífica de cosméticos as mulheres usam banha de porco mesmo para avivar as melenas. E meu avô a vida toda gostou de arrumar o cabelo usando vaselina líquida (que também é ótima para pés ressecados!).

Notas culturais: na Grécia azeite de oliva é tão popular que é usado abundantemente na alimentação, puro ou manipulado em xampús e cremes para os cabelos e ipor lá também há um tradicional sabonete feito com este óleo que nclusive é um suvenir muito tradicional para turistas. Na Índia, usa-se muito óleo de amêndoas e azeite de oliva para tratamento capilar e óleo de côco para o penteado diário.

domingo, 16 de agosto de 2009

SERENDIPITY


Na minha opinião uma das palavras mais fascinantes da língua inglesa (e mais difíceis de traduzir, dizem as grandes autoridades da tradução mundial) é SERENDIPITY.

Serendipity é a feliz coincidência de se encontrar alguma coisa quando se está procurando por outra. Nunca imaginei que fosse ter a oportunidade de usar uma palavra tão específica na minha vida, mas depois de dois fatos incríveis terem acontecido comigo neste dito "mês do cachorro louco" por estar "no lugar certo, na hora certa E além de tudo, falando com a pessoa certa" finalmente não só entendi profundamente o significado de serendipity como até lembrei de exemplos!

Um grande e adorável (serendipity é uma FELIZ coincidência, não esqueça disso!) serendipity na minha vida e na da Mitsy também, foi quando mais de dois anos atrás fui adotar um filhote de gato de rua, sem teto e sem lar. Acabei me deparando com aquela gata quase adulta (10 meses) que já havia sido abandonada nas ruas duas vezes na sua breve vidinha, inclusive da última vez com quatro filhotes na barriga... e me apaixonei!


Encontrei este trecho sobre a história da origem palavra serendipity no www.answers.com :

WORD HISTORY We are indebted to the English author Horace Walpole for the word serendipity, which he coined in one of the 3,000 or more letters on which his literary reputation primarily rests. In a letter of January 28, 1754, Walpole says that “this discovery, indeed, is almost of that kind which I call Serendipity, a very expressive word.” Walpole formed the word on an old name for Sri Lanka, Serendip. He explained that this name was part of the title of “a silly fairy tale, called The Three Princes of Serendip: as their highnesses traveled, they were always making discoveries, by accidents and sagacity, of things which they were not in quest of....”

sábado, 15 de agosto de 2009

Crianças risonhas!


A religião hindu em inglês é "hindu" (pronuncía-se "ríndu"). Ensinando o verbo "rir" dei o exemplo:
"As crianças estão rindo."
Imediatamente meus alunos começaram a rir dizendo que então eles eram as "crianças risonhas". Admito que levei uns instantes para perceber o jogo de palavras com a religião deles.


Que agradável perceber que seu próprio grupo cultural pode ser interpretado de alguma forma em outra cultura tão poéticamente!
Não é fascinante perceber o quanto o mundo das palavras e línguas é rico? :)

(A imagem acima é da divindade hindu Krishna.)

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"Qualificação" profissional

Quando há uma seleção de emprego o candidato sempre tem que apresentar seu currículo e referências. Geralmente quando "contratamos" um profissional liberal (médico, advogado, professor particular, dentista...) simplesmente confiamos nas indicações ou na sorte mesmo. Há algum tempo resolvi mudar esta situação na minha vida e agora sempre pergunto qual a formação básica destes profissionais, pode até parecer indelicado, mas é o mínimo que (nós consumidores/contratantes) precisamos saber.

Hoje fui ao dentista para fazer um orçamento de aparelho. A consulta foi marcada com o dono da clínica, mas quem acabou me atendendo (com 40 minutos de atraso!) foi outra ortodontista (já dava pra desconfiar da seriedade do lugar). Em seguida fui encaminhada para a sala da administração onde receberia o orçamento e informações gerais. Enquanto eu aguardava comecei a prestar atenção à parede cheia de diplomas do tal dono da clínica, para minha enorme surpresa acabei me deparando com um certificado de conclusão do ensino médio nos Estados Unidos!

Após o choque inicial surgiram algumas perguntas:
* Em que ter feito o ensino médio no exterior qualifica um profissional de saúde? Se fosse a graduação ou algum tipo de especialização eu entenderia.
* Será que esta pessoa que se diz profissional de saúde é tão pouco qualificada que precisa encher uma parede de diplomas (de seja lá o que for!) para autoafirmar sua autoestima?
E a dúvida que me afligiu mais profundamente:
* Será que ninguém lê nem se preocupa MESMO em saber quem são os "profissionais" que estão interagindo intimamente com seus corpos e mentes?

Neste momento tenho um sentimento: MEDO!!!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

La garantia soy yo!

Trabalhos gratuitos?
Uau! Vai ter confiança no próprio taco assim perto de mim!

domingo, 2 de agosto de 2009


Vejam só como a Mitsy tava triiii afim de tirar fotografias!

sábado, 1 de agosto de 2009

Vi e Gostei: Dhi Ribeiro - Clube do Choro


Sabadão... nenhum plano... à toa...
Felizmente existe jornal online que tem programação cultural!
Clube do Choro de Brasília: Dhi Ribeiro. Boa pedida!
Achei uns vídeos da cantora no YouTube, mas a performance dela
ao vivo é infinitamente superior. Muita presença de espírito e
constante diálogo divertido com o público.