Mostrando postagens com marcador Textos alheios. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Textos alheios. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Aborto - traço cultural


Dias atrás em uma sala de aula com alunos dos Camarões, Kuwait, Jordânia, França e Turquia surgiu o assunto aborto (assuntos polêmicos são sempre complicados de trabalhar sem ofender alguém e dando o devido panorama cultural brasileiro). Os alunos ficaram chocadíssimos ao saber que no Brasil o aborto é ilegal. E eu super impressionada ao saber que no Kuwait é preferível fazer quantos abortos forem necessários do que ser mãe solteira (isto desonraria a família por várias gerações!). Com muito tat
o expliquei que legalmente no Brasil o aborto é permitido em caso de estupro e risco de vida para a mãe (e em raríssimos casos feto anencéfalo), porém, no entanto, todavia, o número de mulheres que faz abortos clandestinos é significativo (tanto em clínicas elegantes quanto em "açougues" de fundo de quintal).
Quando vi esta pixação numa parede na W3 sul em Brasília tive certeza que era a ilustração mais adequada para comentar este assunto.
(Gente, independentemente de posições ideológicas sobre o assunto ele é apenas mais um traço cultural brasileiro que pode vir a despertar o interesse de alunos estrangeiros de português e cultura brasileira.)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

The book (ainda?) is on the table


Crônica de Rubem Braga, intitulada Aula de inglês, foi publicada em 1945.


Is this an elephant?

Minha tendência imediata foi responder que não; mas a gente não deve se deixar levar pelo primeiro impulso. Um rápido olhar que lancei à professora bastou para ver que ela falava com seriedade, e tinha o ar de quem propõe um grave problema. Em vista disso, examinei com a maior atenção o objeto que ela me apresentava.

(...)
Terminadas as minhas observações, voltei-me para a professora e disse convincentemente:

— No, it's not!

Ela soltou um pequeno suspiro, satisfeita: a demora de minha resposta a havia deixado apreensiva.
Imediatamente perguntou:

— Is it a book?

(...)
— Is it a handkerchief?

Fiquei muito perturbado com essa pergunta. Para dizer a verdade, não sabia o que poderia ser um handkerchief; talvez fosse hipoteca... Não, hipoteca não. Por que haveria de ser hipoteca? Handkerchief! Era uma palavra sem a menor sombra de dúvida antipática; talvez fosse chefe de serviço ou relógio de pulso ou ainda, e muito provavelmente, enxaqueca. Fosse como fosse, respondi impávido:

— No, it's not!

(...)
— Is it an ash-tray?

Uma grande alegria me inundou a alma. Em primeiro lugar porque eu sei o que é um ash-tray: um ash-tray é um cinzeiro. Em segundo lugar porque, fitando o objeto que ela me apresentava, notei uma extraordinária semelhança entre ele e um ash-tray. Era um objeto de louça de forma oval, com cerca de 13 centímetros de comprimento.

As bordas eram da altura aproximada de um centímetro, e nelas havia reentrâncias curvas — duas ou três — na parte superior. Na depressão central, uma espécie de bacia delimitada por essas bordas, havia um pequeno pedaço de cigarro fumado (uma bagana) e, aqui e ali, cinzas esparsas, além de um palito de fósforos já riscado. Respondi:

— Yes!

(...)
— Very well! Very well!

Sou um homem de natural tímido, e ainda mais no lidar com mulheres. A efusão com que ela festejava minha vitória me perturbou; tive um susto, senti vergonha e muito orgulho.

Retirei-me imensamente satisfeito daquela primeira aula; andei na rua com passo firme e ao ver, na vitrine de uma loja,alguns belos cachimbos ingleses, tive mesmo a tentação de comprar um. Certamente teria entabulado uma longa conversação com o embaixador britânico, se o encontrasse naquele momento. Eu tiraria o cachimbo da boca e lhe diria:

-- It's not an ash-tray!

E ele na certa ficaria muito satisfeito por ver que eu sabia falar inglês, pois deve ser sempre agradável a um embaixador ver que sua língua natal começa a ser versada pelas pessoas de boa-fé do país junto a cujo governo é acreditado.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Aprendendo inglês e francês - crônica de Luis Fernando Veríssimo


(...) Vamos a primeira lição.

Chama-se Mr Brown e os mistérios de Paris.

Cena: Um bar sombrio. Homens mal-encarados, prostitutas, etc.. Pela porta entra um homem vestindo um impermeável. Ele olha para todos os lados antes de dirigir-se para o balcão. Fala ao Barman com o canto da boca.

Homem – Je suis Monsieur Dupont.

Barman – Bonjour, Monsieur Dupont. Comment allez vous?

Monsieur Dupont – Bien, merci.

(Puxa o Barman para si pela frente da camisa e pergunta): Ou est la plume de ma tante?

Barman (confidencialmente) – La plume de votre tante est sur la table. Música de suspense. Monsieur Dupont solta a camisa do Barman e olha em volta ameaçadoramente. Depois aproxima-se de uma mesa onde está sentado um casal. As pessoas afastam-se para dar passagem a Monsieur Dupont.

Monsieur Dupont – Qu’est que c’est ça? Est-ce que ça est une table?

O casal se entreolha. O homem ergue-se da mesa, encara o homem do impermeável e diz:

Homem – Oui, ça est um table.

Mulher – Ou oui, c’est une table.

Monsieur Dupont não dá atenção à mulher. Agarra o outro pelas lapelas.

Homem – Est-ce que la plume de ma tante est sur la table?

Homem – Non, la plume de votre tante n’est pás sur la table.

Monsieur Dupont (sacudindo o outro) – Ou est la plume de ma tante?

Mulher (tirando uma caneta de dentro do deconte) – La plume de la tante de Monsieur Dupont est ici.

Os dois homens se viram para ela, intrigados. Há um misto de surpresa e dor no rosto do segundo homem. Neste momento, entra no bar um casal com uma criança. Homem que acabou de entrar (para o Barman) – My name is Mr. Brown.

Barman – Hello, mr. Brown. How are you?

Mr. Brown – Fine, thank you. This is Mrs Brown.

Barman – Hello, Mrs Brown.

Mrs. Brown (piscando um olho sugestivamente para o Barman) – Hello! Mr. Brown (mostrando o garoto) – And this is our little boy, John.

Barman – Hello, John.

John – Where is the pencil?

Barman (indeciso) – The pencil is on the table…

O garoto dirige-se para a mesa. O murmúrio percorre o bar. Uma mulher leva a mão ao pescoço.

John – Is this a table?

Homen (irritado) – Oui, ça c’est une table.

John (apontando para a caneta da mulher) – Is this a pencil?

Monsieur Dupont (afastando o garoto violentamente)

- Non, ca c’est la plume de ma tante.

Mr Brown corre para socorrer o filho. Mrs Brown, indiferente, pede um gim fizz.

Mr. Brown (desafiando Monsieur Dupont) – This is a pencil.

Monsieur Dupont – Ça n’est pas un crayon. C’est la plume de ma tante.

Mr. Brown – This is a pencil!

Os dois começam a brigar. O conflito alastra-se. Todos Brigam no bar. Entra a apresentadora.

Apresentadora – Esta foi a nossa primeira lição. Não percam a aula de amanhã, quando ficaremos sabendo tudo sobre o possessivo em inglês e a contração em francês no palpitante Apóstrofe e Paixão...

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Leiam e vejam o mundo


"El que lee mucho y anda mucho, ve mucho y sabe mucho."

Miguel de Cervantes Saavedra, Don Quijote de la Mancha, segunda parte, capítulo XXV

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Sutilmente - Nando Reis e Samuel Rosa


Quando eu estiver triste
Simplesmente me abrace.
Quando eu estiver louco
Subitamente se afaste.
Quando eu estiver fogo
Suavemente se encaixe.
E quando eu estiver bobo
Sutilmente disfarce.
Mas quando eu estiver morto
Suplico que não me mate
de dentro de ti...

Mesmo que o mundo acabe, enfim
Dentro de tudo que cabe em ti


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Exercício mental - "Nieve en Abril"


Terminei de ler "Nieve en Abril" da Rosamunde Pilcher. A história é um romancezinho bem leve com uma problemática simples, ótimo para relaxar.

O grande barato deste livro é que a Sra. Pilcher é inglesa, portanto o original foi escrito em inglês. O meu grande desafio foi ler um livro inteiro em espanhol. Sempre leio artigos e notícias em espanhol, mas um livro inteiro foi a primeira vez. Adorei esta meta auto imposta!

(Em outros tempos teria simplesmente torcido o nariz para a versão hispânica e teria procurado pelo título em inglês "Snow in April" - muito boas estas auto superações!)

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pois é, casei!


Escutei uma frase que realmente me fez pensar: "Nos Estados Unidos as pessoas casam (assinam os papéis) por causa do Green Card, no Brasil as pessoas casam por causa do plano de saúde!" - Daniela

Interessante como os costumes vão mudando ao longo do tempo...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Como usar a caixinha sanitária - dicas de uma gata


Pois é, hoje temos participação especial da Mitsy que está tri afim de pilotar esse teclado e dar uma dicas para felinos que acabaram de adotar um humano!

Um ponto muito importante na vida de um felino doméstico que vive cerrado dentro de uma residência compartilhada com humanos é a caixa sanitária. O melhor momento para usá-la obviamente é logo após ela ter sido limpa.

Preparar, apontar, miar! Você percebeu que seu humano está se aproximando da porta de casa? Comece imediatamente desfiar o rosário das reclamações e se fazer de coitadinho: me sinto rejeitada, fiquei o dia inteiro sozinha, ninguém me ama, ninguém me quer, não tenho companhia (outros gatos não contam!), não tem brinquedo nessa casa pra mim (aquelas 20 bolinhas não interagem comigo, se as coisas não vem até minha magnânima presença não têm graça!), além disso tive quase certeza que queriam me matar de fome (minha comida ficou no prato por horas perdendo o cheiro e ninguém trocou!) e o mais grave de tudo meu banheirinho está sujo!!!! Pode adicionar outras reclamações, mas não esqueça de ser beeeem enfático!

Ele vai te pegar no colo, fazer festinha (não pare de miar!), trocar a água, a ração e FINALMENTE limpar tua caixinha. Tolinho, vai ficar te olhando com ansiedade evidente esperando que você use aquele lugar íntimo imediatamente, assim na frente dele. Que audácia! Parece que nunca ouviram falar em privacidade!!!

Você ser superior, bem se vocês não são superiores não são legítimos representantes dos felinos , finjam indiferença, MAS assim que seu humano der as costas corra pra lá e se refestele! Ok, segundo momento para miar ainda com mais força: minha caixa está suja DE NOVO, LIMPE!!!! Alguns humanos não entendem essa necessidade básica de limpeza, por acaso eles não dão descarga depois de usar a "caixa com água" deles?

Quando seu humano finalmente (eles são seres de raciocínio lerdo, há de ser tolerante com essas formas de vida menos desenvolvidas!) limpar novamente sua caixinha sinta-se finalmente liberado para fazer um perfumado número dois, e é claro que você não vai querer que sua amada casa fique empesteada então faça valer seus direitos novamente e não deixe seu humano se fazer de desentendido em relação a limpeza!!!!

PS.: Para aqueles que não entenderam outros gatos não valem como companhia pelo fato de também não serem capazes de trocar sua água, nem colocar uma porção fresca de ração e muito menos de limpar o banheirinho!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Gato por lebre - Márcio Cotrim

Os felinos andam desaparecidos daqui do blog já faz muito tempo... e quando me deparei com este texto achei irresistível, tinha que aparecer aqui também! Divirtam-se!

Comer gato por lebre é ser enganado. Já "vender gato por lebre" é enganar alguém, e com dolo. Em ambos os casos, há ludíbrio. O sujeito é vítima ou vigarista.

Historicamente, tem sido notório o gradual convívio de cães e gatos como companheiros do ser humano. Em Portugal, inclusive, é conhecido o ditado "casa sem gato nem cão, casa de velhaco ou ladrão".

Uma lei do século 13 fixava o preço da pele do gato, além das peles de vitela, cordeiro, cabrito, raposa, lontra, marta e outros bichos. Era barata, um terço da de raposa, sem falar nas peles de luxo como a de lontra ou de marta, o que demonstra que o gato ainda não era considerado totalmente doméstico - servia para ser comido e para dar pele ao homem.


Em termos culinários, houve tempo em que a tenra e delicada carne do gato, depois de receber temperos com que absorvia melhor os condimentos, tornava praticamente imperceptível a diferença entre ela e a de lebre.


Aliás, durante cercos militares a grandes cidades - como no de Paris em 1871 -, o gato foi considerado pitéu refinado, ninguém se lembrava de lebre no cardápio.


Seja como for, nestes tempos de tantos enganos e desenganos, muita gente continua entrando pelo cano por causa de espertalhões que nem sabem o que é lebre, muito menos imaginaram comer carne de gato, mas conhecem perfeitamente a arte da embromação...


Márcio Cotrim é autor, dentre outras obras, dos livros O Pulo do Gato I e II (Geração Editorial).
marcio.cotrim@correioweb.com.br www.marciocotrim.com.br

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Declarar Amor

Recebi por email e achei que valia a pena compartilhar.Especialmente para Leila e Letícia minhas irmãzinhas aniversariantes. :)


"O amor é a força mais abstrata, e também a mais potente, que há no mundo."

Mahatma Gandhi


Declarar Amor

Demonstrar o amor é uma forma de deixar a vida transbordar dentro do próprio coração.

A maioria das pessoas estabelece datas especiais para manifestar o seu amor pelo outro: é o dia do aniversário, o natal, o aniversário de casamento, o dia dos namorados.

Para elas, expressar amor é como usar talheres de prata: é bonito, sofisticado, mas somente em ocasiões muito especiais.

E alguns não dizem nunca o que sentem ao outro. Acreditam que o outro sabe que é amado e pronto. Não é preciso dizer.

Conta um médico que uma cliente sua, esposa de um homem avesso a externar os seus sentimentos, foi acometida de uma supuração de apêndice e foi levada às pressas para o hospital.

Operada de emergência, necessitou receber várias transfusões de sangue sem nenhum resultado satisfatório para o restabelecimento de sua saúde.

O médico, um tanto preocupado, a fim de sugestiona-la, lhe disse: pensei que a senhora quisesse ficar curada o mais rápido possível para voltar para o seu lar e o seu marido.

Ela respondeu, sem nenhum entusiasmo:

- O meu marido não precisa de mim. Aliás, ele não necessita de ninguém. Sempre diz isto.

Naquela noite, o médico falou para o esposo que a sua mulher não queria ficar curada. Que ela estava sofrendo de profunda carência afetiva que estava comprometendo a sua cura.

A resposta do marido foi curta, mas precisa:

- Ela tem de ficar boa.

Finalmente, como último recurso para a obtenção do restabelecimento da paciente, o médico optou por realizar uma transfusão de sangue direta. O doador foi o próprio marido, pois ele possuía o tipo de sangue adequado para ela.

Deitado ao lado dela, enquanto o sangue fluía dele para as veias da sua esposa, aconteceu algo imprevisível.

O marido, traduzindo na voz uma verdadeira afeição, disse para a esposa:

- Querida, eu vou fazer você ficar boa.

- Por que? Perguntou ela, sem nem mesmo abrir os olhos.

- Porque você representa muito para mim.

Houve uma pausa. O pulso dela bateu mais depressa. Seus olhos se abriram e ela voltou lentamente a cabeça para ele.

- Você nunca me disse isso.

- Estou dizendo agora.

Mais tarde, com surpresa, o marido ouviu a opinião do médico sobre a causa principal da cura da sua esposa.

Não foi a transfusão em si mesma, mas o que acompanhou a doação do sangue que fez com que ela se restabelecesse. As palavras de carinho fizeram a diferença entre a morte e a vida.

..............................

É importante saber dizer: amo você! O gesto carinhoso, a palavra gentil autêntica, a demonstração afetiva num abraço, numa delicada carícia funcionam como estímulos para o estreitamento dos laços indestrutíveis do amor.

É urgente que, no relacionamento humano, se quebre a cortina do silêncio entre as criaturas e se fale a respeito dos sentimentos mútuos, sem vergonha e sem medo.

A pessoa cuja presença é uma declaração de amor consegue criar um ambiente especial para si e para os que privam da sua convivência.

Quem diz ao outro: eu amo você, expressa a sua própria capacidade de amar, mas também, afirmando que o outro é amado, se faz amar e cria amor ao seu redor.

Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir do cap. "Ecologia Doméstica", da obra Pais e Filhos – Companheiros de Viagem, de autoria de Roberto Shinyashiki, ed. Gente, e do texto "A Convivência Humana", de José Ferraz, extraído da revista Presença Espírita, nº 227, de novembro/dezembro 2001.

domingo, 17 de maio de 2009

Diário de um fescenino - Rubem Fonseca


Fazia tempo que um livro não me causava tamanho desprezo a ponto de merecer ser lido até o fim e repudiado publicamente!

Comecemos do começo: fescenino = devasso, obsceno.

Personagem raso e fútil. Homem que seduz mulheres, fazendo com que elas acreditem que ele está envolvido emocionalmente, quando na verdade está apenas buscando por mais uma distração sexual temporária. Mesmo que Rufus seja formado em Letras, seja um leitor compulsivo desde os 10 anos de idade e um escritor medíocre nada justifica sua verborragia, constante citação pedante de autores canônicos, excesso de uso de preciosismos (ex.: acepipes, não obstante, arrefecer, sexo intercrurial, álacre...) e muito menos exporádicas citações em latim perdidas pelo texto.
Por outro lado, gostei de ler algumas expressões cada vez mais raras e de forte expressividade como: esforços extenuantes, manobras ardilosas, impulsos lascivos, lânguida e arrebatar.

De repente, estou só de implicância com o livro por não gostar de como a personagem principal manipula todas as mulheres ao seu redor... mas a bagagem do leitor também influencia em como a história é lida!
Já dei minha opinião, agora confiram por vocês mesmos.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Memórias de minhas putas tristes - Gabriel García Márquez


Gostei muito de partes "secundárias" do texto (Principalmente as referências ao gato!), o assunto do título em si foi a parte menos interessante para mim.

Um gato entra em sua vida. Até pessoas pouco afeitas aos bichanos não conseguem resistir aos seus encantos.
"Acho contra a natureza que um homem se entenda melhor com seu cão do que com sua esposa, que o ensine a comer e a descomer na hora certa, a responder perguntas e a compartilhar suas pernas. mas não recolher o gato dos tipógrafos seria uma indelicadeza. Além do mais, era um precioso exemplar de angorá, de pele rosada e lustrosa e olhos iluminados, cujos miados pareciam a ponto de ser palavras. me deram numa canastra de vime com certificado de sua estirpe e um manual de uso como o que vem com as bicicletas para armar."

O gato veio com manual! (Ninguém deu o manual para o gato saber como esperavam que ele se comportasse!)
"Eu tinha me dedicado a estudá-lo como estudei latim. O manual dizia que os gatos cavucam a terra para esconder seu esterco, e que nas casas sem quintal, como esta, fariam isso nos vasos de plantas ou em qualquer outro esconderijo. O apropriado seria preparar para ele desde o primeiro dia uma caixa com areia para orientar seu hábito, e foi o que fiz. Também dizia que a primeira coisa que fazem numa nova casa é marcar seu território urinando por todos os lados, e aquele talvez fosse o caso, mas o manual não dizia como remediar. Eu seguia suas artimanhas para me familiarizar com seu hábitos originais, mas não dei com seus esconderijos secretos, seus lugares de repouso, as causas de humores volúveis. Quis ensiná-lo a comer na hora certa, a usar a caixinha de areia do terraço, a não subir na minha cama enquanto eu dormia nem a fuçar nos alimentos na mesa, e não consegui fazer com que entendesse que a casa era dele por direito adquirido e não como um butim de guerra. Acabei deixando que fizesse o que bem entendesse."

O gato está velho.

"Senti-me inerme entre dois fogos: não havia aprendido a gostar do gato, mas tampouco tinha coração para ordenar que o matassem só porque estava velho. Em que parte o manual dizia isso? "

Percepção da velhice.

"A verdade é que as primeiras mudanças são tão lentas que mal se notam, e a gente continua se vendo por dentro como sempre foi, mas de fora os outros reparam."

O censor.
"Ficava por lá até assegurar-se de que não houvesse letra impune na edição da manhã. Tinha uma aversão pessoal contra mim, por minha veleidadesde gramático, ou porque utilizava palavras italianas sem aspase sem grifar quando me pareciam mais expressivas que em castelhano, como deveria ser de uso legítimo entre línguas siamesas. Depois de aturá-lo por quatro anos , tínhamos terminado por aceitá-lo como a má consciência de nós mesmos."

Minha pergunta é: um livro com um título desses se não fosse escrito por um escritor já consagrado seria realmente respeitado? - Eu sei, eu sei, ando bastante moralista ultimamente!


A frase de abertura do livro já me causou estranheza: "No ano de meus noventa anos quis me dar de presente uma noite de amor louco com uma adolescente virgem." - Velho tarado e pedófilo!? Além disso, nunca entendi esse prazer, essa falsa sensação de poder em tirar a virgindade de uma menina... enfim, vale a pena ler, pelo menos ele tem um gato fofo!!!! :)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quando a ignorância é mais fértil do que parece


Em uma aula de inglês o assunto era materiais e uma aluna "brilhante" diz: no Brasil cotton (algodão) pintado vira silk (seda). Ninguém na sala entendeu nadica de nada... A moçoila se referia a silk screen! E não se convenceu quando a professora explicou que silk screen é só o nome da técnica de impressão!!!

domingo, 15 de março de 2009

http://www.umsabadoqualquer.com/



Essas são tirinhas imperdíveis (clique nas ilustrações que usei aqui para ampliá-las!)

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Possibilidade de mudanças causadas pelas crises

Honestamente não sei se esse texto é mesmo de autoria do Einstein, mas gostei da mensagem!

A crise segundo Einstein

Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar superado.

Quem atribue à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la"

Albert Einstein

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

French or English?


Com muita frequência as pessoas têm dúvidas quanto ao uso e pronúncia de palavras de origem francesa em inglês. Em uma das minhas pesquisas diárias encontrei o texto abaixo que explica de forma bastante sintética e objetiva a existência de algumas das palavras francesas em inglês.
Ladies and gentlemen, with you Mr. Alan Townend:

Dear Friend,
Today you'll learn why so many French words have been absorbed into the English language: The one date which schoolchildren in Britain never forget is the year the Norman French invaded the English coast, defeated the English king Harold and virtually took over the running of most of what today we call Britain. The year was 1066. Many changes followed.


The major change I want to talk about is the influence that French had on the language. When I say the language, I am referring to a very early form of English that we call Anglo Saxon because before 1066 the islands of Britain had been invaded by many different nationalities and many words had been taken into the language but French had the greatest influence. As you can imagine, the invaders (the Norman French) lived a good life and the local population did all the hard work. We can see the different words in relation to food. The locals used the words pig, cow and chicken because they looked after the animals. The landowners, the Norman French, of course knew nothing about pigs because they just ate the pork, they weren't interested in cows because they ate the beef and what did they know about chickens? As far as they were concerned, it was the poultry that ended up on their table. These are simple examples of two words for the same thing and the word you used then depended on whether you were the farm worker or the eater. This dual strand not only refers to animals and food but also to many different words in every area of the language. I'll mention just three examples. We have the French/Latin verb 'commence' and the Anglo-Saxon word 'begin'. Both mean the same in the sense of the first time something happens but they are not interchangeable as we use them in different contexts. 'Commence' is usually used in official language: 'The new government scheme to help the unemployed commences on January 1st 2004. 'Begin' is much more general: 'At what time do you begin work in the morning?' 'Demand' and 'ask' are two words you use when you want somebody to do something for you. 'Demand' is very strong in meaning where you are giving the other person little choice: 'The army sergeant demands complete obedience to every order that he gives the soldiers'. 'Ask' is much gentler: 'He raised his hand because he wanted to ask me a question.' The last pair: 'Finish' and 'end'. This is more difficult. 'Finish' is used when the conclusion/last part is expected as in: 'The concert finishes at 8 0'clock'. 'End' on the other hand often indicates the last part of something more serious as in: 'The whole country went crazy when they heard that the war hand ended. I'm sorry it's so complicated but don't blame me - blame the French, it's all their fault!

Alan Townend

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Puppy size - received by email


Puppy Size
This is one of the neatest stories you will ever hear. You will know
precisely what this little girl is talking about at the end (you'll
want to share this one with your loved ones and special friends)!


'Danielle keeps repeating it ove r and over again. We've been back to
this animal shelter at least five times. It has been weeks now since
we started all of this,' the mother told the volunteer.

'What is it she keeps asking for?' the volunteer asked.

'Puppy size!' replied the mother.

'Well, we have plenty of puppies, if that's what she's looking for.'

'I know...we have seen most of them,' the mom said in frustration...

Just then Danielle came walking into the office

'Well, did you find one?' asked her mom. 'No, not this time,'
Danielle said with sadness in her voice. 'Can we come back on the
weekend?'

The two women looked at each other, shook their heads and laughed.

'You never know when we will get more dogs. Unfortunately, there's
always a supply,' the volunteer said.

Danielle took her mother by the hand and headed to the door. 'Don't
worry, I'll find one this weekend,' she said.

Over the next few days both mom and dad had long conversations with her.

They both felt she was being too particular. 'It's this weekend or
we're not looking anymore,' Dad finally said in frustration.

'We don't want to hear anything more about puppy size either,' Mom added.

Sure enough, they were the first ones in the shelter on Saturday
morning. By now Danielle knew her way around, so she ran right for the
section that housed the smaller dogs.

Tired of the routine, mom sat in the small waiting room at the end of
the first row of cages. There was an observation window so you could
see the animals during times when visitors weren't permitted.

Danielle walked slowly from cage to cage, kneeling periodically to
take a closer look One by one the dogs were brought out and she held
each one.

One by one she said, 'Sorry, you're not the one.'

It was the last cage on this last day in search of the perfect pup.

The volunteer opened the cage door and the child carefully picked up
the dog and held it closely. This time she took a little longer.

'Mom, that's it! ?I found the right puppy! He's the one! I know it!'
she screamed with joy. 'It's the puppy size!'

'But it's the same size as all the other puppies you held over the
last few weeks,' Mom said.

'No not size... the sighs. When I held him in my arms, he sighed,' she
said.

'Don't you remember? ?When I asked you one day what love is,
you told me love depends on the sighs of your heart. ? The more
you love, the bigger the sigh!'

The two women looked at each other for a moment. Mom didn't know
whether to laugh or cry. As she stooped down to hug the child, she did
a little of both.

'Mom, every time you hold me, I sigh. When you and Daddy come home
from work and hug each other, you both sigh. I knew I would find the
right puppy if it sighed when I held it in my arms,' she said.

Then holding the puppy up close to her face she said, 'Mom, he loves
me. I heard the sighs of his heart!'


Close your eyes for a moment and think about the love that makes you
sigh. I not only find it in the arms of my loved ones, but in the
caress of a sunset, the kiss of the moonlight and the gentle brush of
cool air on a hot day.

'Life is not measured by the breaths we
take, but by the moments that take our breath away.'

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Rosa - Marisa Monte


Tu és divina e graciosa, estátua majestosa

Do amor, por Deus esculturada

E formada com ardor

Da alma da mais linda flor de mais ativo olor

Que na vida é preferida pelo beija-flor

Se Deus me fora tão clemente aqui neste ambiente

De luz, formada numa tela deslumbrante e bela

Teu coração, junto ao meu lanceado

Pregado e crucificado sobre a rósea cruz do arfante peito teu


Tu és a forma ideal, estátua magistral

Oh alma perenal do meu primeiro amor, sublime amor

Tu és de Deus a soberana flor

Tu és de Deus a criação

Que em todo coração sepultas um amor

O riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor

Em vozes tão dolentes como um sonho em flor

És láctea estrela, és mãe da realeza

És tudo enfim que tem de belo

Em todo resplendor da santa natureza


Perdão se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te

Oh flor, meu peito não resiste

Oh meu Deus, o quanto é triste

A incerteza de um amor que mais me faz penar em esperar

Em conduzir-te um dia ao pé do altar

Jurar aos pés do Onipotente em preces comoventes

De dor, e receber a unção da tua gratidão

Depois de remir meus desejos em nuvens de beijos

Hei de envolver-te até meu padecer de todo fenecer